TST facilita adicional de periculosidade para operadores de empilhadeira: decisão de 2025 muda tudo

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TST facilita adicional de periculosidade para operadores de empilhadeira: decisão de 2025 muda tudo

TST facilita adicional de periculosidade para operadores de empilhadeira: decisão de 2025 muda tudo

Você opera empilhadeira movida a gás e nunca recebeu o adicional de periculosidade? Sua empresa disse que não tem direito porque a troca de cilindro “é muito rápida”? Temos uma ótima notícia: uma decisão recente do Tribunal Superior do Trabalho mudou completamente esse cenário.

O TST decidiu em março de 2025 que operadores de empilhadeira têm direito ao adicional de periculosidade mesmo quando a troca de cilindros de GLP demora poucos minutos. Isso significa 30% a mais no seu salário, todo mês.

Se você trabalha ou já trabalhou com empilhadeira a gás, pode ter direito a valores significativos. Vamos explicar tudo que você precisa saber para garantir esse direito.

 

Índice do artigo

  1. O que mudou com a nova decisão do TST
  2. Quem tem direito ao adicional de periculosidade
  3. Quanto você pode receber de adicional
  4. Como conseguir o adicional atrasado
  5. Por que essa decisão é tão importante
  6. Próximos passos para garantir seus direitos
  7. Perguntas frequentes

 

O que mudou com a nova decisão do TST

Antes da decisão do Tema 087/2025, muitas empresas conseguiam negar o adicional de periculosidade usando um argumento simples: “a troca de cilindro é muito rápida, não dá direito ao adicional”.

A Súmula 364 do TST falava que exposição “em tempo reduzido” não dava direito ao adicional. Na prática, isso virava uma porta para as empresas negarem o pagamento.

Agora tudo mudou:

  • O TST decidiu que tempo da exposição não importa mais
  • Mesmo operações de poucos minutos garantem o adicional
  • A decisão vale para todos os tribunais do Brasil
  • Empresas não podem mais usar o “tempo reduzido” como desculpa

Exemplo prático da mudança:

Antes (Súmula 364): Carlos, operador há 3 anos, teve seu pedido negado porque “troca cilindro só 2 vezes por dia, 5 minutos cada”.

Agora (Tema 087/2025): Carlos tem direito garantido ao adicional, pois faz a troca de forma habitual, independente do tempo.

 

Quem tem direito ao adicional de periculosidade

A nova decisão do TST é clara sobre quem tem direito:

✅ Você TEM direito se:

  • Opera empilhadeira movida a gás GLP
  • Faz a troca de cilindros de forma habitual (mesmo que rápida)
  • Trabalha em qualquer setor: indústria, logística, supermercado, porto

❌ Você NÃO tem direito se:

  • Opera apenas empilhadeira elétrica
  • Nunca troca cilindros (outra pessoa sempre faz)
  • Trabalha apenas ocasionalmente com empilhadeira a gás

Setores onde é mais comum:

  • Galpões logísticos e centros de distribuição
  • Supermercados e atacados
  • Indústrias em geral
  • Portos e terminais
  • Empresas de construção

Exemplo prático:

Maria trabalha em um centro de distribuição há 2 anos. Troca cilindros de GLP da empilhadeira 2 vezes por turno, operação que dura 3 minutos cada. Com a nova decisão, ela pode conseguir na Justiça:

  • Adicional mensal: R$ 780 (30% sobre R$ 2.600, que é o valor do salário dela)
  • Valores atrasados pela empresa não pagar o adicional antes: R$ 18.720 (24 meses)
  • Total: R$ 19.500 só no primeiro ano

 

Quanto você pode receber de adicional de periculosidade

O adicional de periculosidade é 30% sobre seu salário base. Vamos ver na prática o que isso significa:

Exemplos por faixa salarial:

Salário R$ 1.500/mês:

  • Adicional mensal: R$ 450
  • Adicional anual: R$ 5.400
  • Em 5 anos: R$ 27.000

Salário R$ 2.500/mês:

  • Adicional mensal: R$ 750
  • Adicional anual: R$ 9.000
  • Em 5 anos: R$ 45.000

Salário R$ 3.500/mês:

  • Adicional mensal: R$ 1.050
  • Adicional anual: R$ 12.600
  • Em 5 anos: R$ 63.000

Importante: Além do adicional mensal, você pode ter direito aos valores atrasados do adicional dos últimos 5 anos (prescrição trabalhista).

Cálculo completo de um caso fictício:

João, operador há 4 anos, salário atual R$ 2.800:

Valores mensais (daqui pra frente):

  • Adicional: R$ 840/mês
  • 13º proporcional: R$ 840
  • Férias proporcionais: R$ 840
  • Total anual: R$ 10.920

Valores atrasados (4 anos):

  • Adicional atrasado: R$ 30.240 (corrigido)
  • 13º sobre adicional: R$ 2.520
  • Férias sobre adicional: R$ 2.520
  • Total atrasado: R$ 35.280

Grande total no primeiro ano: R$ 46.200

 

Como conseguir o adicional atrasado

O processo é mais simples do que parece, mas precisa de atenção:

1. Reunir evidências da atividade

  • Fotos suas operando a empilhadeira (essencial)
  • Comprovantes de treinamento para operar empilhadeiras
  • Mensagens de WhatsApp sobre troca de cilindros
  • Testemunhas de colegas que viram você fazendo a troca
  • Manual da empilhadeira (comprova que usa GLP)

2. Documentar o período trabalhado

  • Contracheques/holerites de todo o período
  • Carteira de trabalho ou contrato
  • Histórico de funções exercidas

3. Entrar com ação na Justiça do Trabalho

  • A empresa será obrigada a pagar se ficar comprovada a atividade
  • Processo pode durar de 6 meses a 2 anos
  • Valores são corrigidos com juros

Dica importante: Guarde todas as evidências em local seguro. Fotos no celular podem ser perdidas – faça backup na nuvem.

 

Por que essa decisão é tão importante

A decisão do TST no Tema 087/2025 representa uma virada de jogo por três motivos principais:

1. Milhares de trabalhadores afetados: operadores de empilhadeira estão em praticamente todos os setores da economia. São centenas de milhares de profissionais que podem ter direito ao adicional.

2. Fim da “desculpa do tempo”: antes, empresas conseguiam negar o adicional alegando que a exposição era “muito rápida”. Agora isso não funciona mais.

3. Segurança jurídica: por ser uma decisão de tema repetitivo, todos os juízes do Brasil devem seguir o mesmo entendimento. Isso aumenta muito as chances de sucesso.

 

Próximos passos para garantir seus direitos

Se você se identificou com a situação, não deixe o tempo passar. Cada mês sem o adicional é dinheiro que você está perdendo.

Como buscar seus direitos:

1. Organize suas evidências Reúna tudo que comprova que você opera empilhadeira a gás: fotos, certificados, mensagens, testemunhas.

2. Calcule seus valores Estime quanto pode ter direito considerando salário atual e tempo de trabalho. Use nossa calculadora gratuita como referência inicial.

3. Procure orientação especializada Cases de periculosidade exigem conhecimento técnico específico. O Tema 087 é muito recente e nem todos os advogados conhecem bem as nuances.

 

 

Resumo: por que vale a pena buscar seus direitos

Se você opera empilhadeira movida a GLP, está potencialmente perdendo muito dinheiro:

Exemplo prático (salário R$ 2.500): 

 ✅ Adicional mensal: R$ 750
✅ Adicional anual: R$ 9.000
✅ Em 5 anos: R$ 45.000
✅ Mais valores atrasados se já trabalha há tempo

Com o Tema 087/2025: 

 ✅ Direito mais fácil de conseguir
✅ Empresas não podem mais alegar “tempo reduzido”
✅ Decisão vale para todo o Brasil
✅ Segurança jurídica para trabalhadores

A mudança é significativa: Antes era difícil conseguir, agora o TST deixou claro que tempo não importa – se você troca cilindro habitualmente, tem direito ao adicional.

 


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Fale conosco pelo WhatsApp para uma análise gratuita do seu caso. Não deixe dinheiro na mesa, você trabalhou honestamente e merece receber o que é seu por direito.

O Feltrim Correa Advogados está atualizado com as mais recentes decisões do TST e pode te ajudar a garantir seus direitos trabalhistas.

Perguntas Frequentes

Não. O adicional só vale para empilhadeiras movidas a GLP (gás). Empilhadeiras elétricas não geram direito ao adicional de periculosidade.

Se você ocasionalmente ajuda na troca ou faz alguma operação com os cilindros, ainda pode ter direito. Cada caso precisa ser analisado individualmente.

A prescrição trabalhista é de 5 anos. Ou seja, você pode cobrar adicional atrasado referente aos últimos 5 anos de trabalho.

Demissão por cobrança de direitos trabalhistas pode ser considerada discriminatória, gerando direito a indenização ou reintegração.

Não. Você pode entrar com ação trabalhista mesmo depois de sair da empresa, respeitando o prazo de 2 anos após o fim do contrato.

Em média, processos de adicional de periculosidade demoram de 6 meses a 2 anos. Com o Tema 087, a tendência é que sejam mais rápidos por terem menos discussão.

O adicional de periculosidade é devido mesmo que você faça outras atividades. Basta comprovar que habitualmente opera empilhadeira e troca cilindros de GLP.

Não é necessário certificado específico para ter direito ao adicional. O que importa é exercer habitualmente a atividade de operação e troca de cilindros.

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