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TST facilita adicional de periculosidade para operadores de empilhadeira: decisão de 2025 muda tudo

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TST facilita adicional de periculosidade para operadores de empilhadeira: decisão de 2025 muda tudo
Direito Trabalhista
  • Por: Equipe Feltrim Correa
  • Tempo de leitura: 5 minutos
  • 29/08/2025

TST facilita adicional de periculosidade para operadores de empilhadeira: decisão de 2025 muda tudo

Reading Time: 5 minutes

Você opera empilhadeira movida a gás e nunca recebeu o adicional de periculosidade? Sua empresa disse que não tem direito porque a troca de cilindro “é muito rápida”? Temos uma ótima notícia: uma decisão recente do Tribunal Superior do Trabalho mudou completamente esse cenário.

O TST decidiu em março de 2025 que operadores de empilhadeira têm direito ao adicional de periculosidade mesmo quando a troca de cilindros de GLP demora poucos minutos. Isso significa 30% a mais no seu salário, todo mês.

Se você trabalha ou já trabalhou com empilhadeira a gás, pode ter direito a valores significativos. Vamos explicar tudo que você precisa saber para garantir esse direito.

Índice do artigo

  1. O que mudou com a nova decisão do TST
  2. Quem tem direito ao adicional de periculosidade
  3. Quanto você pode receber de adicional
  4. Como conseguir o adicional atrasado
  5. Por que essa decisão é tão importante
  6. Próximos passos para garantir seus direitos
  7. Perguntas frequentes

 

O que mudou com a nova decisão do TST

Antes da decisão do Tema 087/2025, muitas empresas conseguiam negar o adicional de periculosidade usando um argumento simples: “a troca de cilindro é muito rápida, não dá direito ao adicional”.

A Súmula 364 do TST falava que exposição “em tempo reduzido” não dava direito ao adicional. Na prática, isso virava uma porta para as empresas negarem o pagamento.

Agora tudo mudou:

  • O TST decidiu que tempo da exposição não importa mais
  • Mesmo operações de poucos minutos garantem o adicional
  • A decisão vale para todos os tribunais do Brasil
  • Empresas não podem mais usar o “tempo reduzido” como desculpa

Exemplo prático da mudança:

Antes (Súmula 364): Carlos, operador há 3 anos, teve seu pedido negado porque “troca cilindro só 2 vezes por dia, 5 minutos cada”.

Agora (Tema 087/2025): Carlos tem direito garantido ao adicional, pois faz a troca de forma habitual, independente do tempo.

 

Quem tem direito ao adicional de periculosidade

A nova decisão do TST é clara sobre quem tem direito:

✅ Você TEM direito se:

  • Opera empilhadeira movida a gás GLP
  • Faz a troca de cilindros de forma habitual (mesmo que rápida)
  • Trabalha em qualquer setor: indústria, logística, supermercado, porto

❌ Você NÃO tem direito se:

  • Opera apenas empilhadeira elétrica
  • Nunca troca cilindros (outra pessoa sempre faz)
  • Trabalha apenas ocasionalmente com empilhadeira a gás

Setores onde é mais comum:

  • Galpões logísticos e centros de distribuição
  • Supermercados e atacados
  • Indústrias em geral
  • Portos e terminais
  • Empresas de construção

Exemplo prático:

Maria trabalha em um centro de distribuição há 2 anos. Troca cilindros de GLP da empilhadeira 2 vezes por turno, operação que dura 3 minutos cada. Com a nova decisão, ela pode conseguir na Justiça:

  • Adicional mensal: R$ 780 (30% sobre R$ 2.600, que é o valor do salário dela)
  • Valores atrasados pela empresa não pagar o adicional antes: R$ 18.720 (24 meses)
  • Total: R$ 19.500 só no primeiro ano

 

Quanto você pode receber de adicional de periculosidade

O adicional de periculosidade é 30% sobre seu salário base. Vamos ver na prática o que isso significa:

Exemplos por faixa salarial:

Salário R$ 1.500/mês:

  • Adicional mensal: R$ 450
  • Adicional anual: R$ 5.400
  • Em 5 anos: R$ 27.000

Salário R$ 2.500/mês:

  • Adicional mensal: R$ 750
  • Adicional anual: R$ 9.000
  • Em 5 anos: R$ 45.000

Salário R$ 3.500/mês:

  • Adicional mensal: R$ 1.050
  • Adicional anual: R$ 12.600
  • Em 5 anos: R$ 63.000

Importante: Além do adicional mensal, você pode ter direito aos valores atrasados do adicional dos últimos 5 anos (prescrição trabalhista).

Cálculo completo de um caso fictício:

João, operador há 4 anos, salário atual R$ 2.800:

Valores mensais (daqui pra frente):

  • Adicional: R$ 840/mês
  • 13º proporcional: R$ 840
  • Férias proporcionais: R$ 840
  • Total anual: R$ 10.920

Valores atrasados (4 anos):

  • Adicional atrasado: R$ 30.240 (corrigido)
  • 13º sobre adicional: R$ 2.520
  • Férias sobre adicional: R$ 2.520
  • Total atrasado: R$ 35.280

Grande total no primeiro ano: R$ 46.200

 

Como conseguir o adicional atrasado

O processo é mais simples do que parece, mas precisa de atenção:

1. Reunir evidências da atividade

  • Fotos suas operando a empilhadeira (essencial)
  • Comprovantes de treinamento para operar empilhadeiras
  • Mensagens de WhatsApp sobre troca de cilindros
  • Testemunhas de colegas que viram você fazendo a troca
  • Manual da empilhadeira (comprova que usa GLP)

2. Documentar o período trabalhado

  • Contracheques/holerites de todo o período
  • Carteira de trabalho ou contrato
  • Histórico de funções exercidas

3. Entrar com ação na Justiça do Trabalho

  • A empresa será obrigada a pagar se ficar comprovada a atividade
  • Processo pode durar de 6 meses a 2 anos
  • Valores são corrigidos com juros

Dica importante: Guarde todas as evidências em local seguro. Fotos no celular podem ser perdidas – faça backup na nuvem.

 

Por que essa decisão é tão importante

A decisão do TST no Tema 087/2025 representa uma virada de jogo por três motivos principais:

1. Milhares de trabalhadores afetados: operadores de empilhadeira estão em praticamente todos os setores da economia. São centenas de milhares de profissionais que podem ter direito ao adicional.

2. Fim da “desculpa do tempo”: antes, empresas conseguiam negar o adicional alegando que a exposição era “muito rápida”. Agora isso não funciona mais.

3. Segurança jurídica: por ser uma decisão de tema repetitivo, todos os juízes do Brasil devem seguir o mesmo entendimento. Isso aumenta muito as chances de sucesso.

 

Próximos passos para garantir seus direitos

Se você se identificou com a situação, não deixe o tempo passar. Cada mês sem o adicional é dinheiro que você está perdendo.

Como buscar seus direitos:

1. Organize suas evidências Reúna tudo que comprova que você opera empilhadeira a gás: fotos, certificados, mensagens, testemunhas.

2. Calcule seus valores Estime quanto pode ter direito considerando salário atual e tempo de trabalho. Use nossa calculadora gratuita como referência inicial.

3. Procure orientação especializada Cases de periculosidade exigem conhecimento técnico específico. O Tema 087 é muito recente e nem todos os advogados conhecem bem as nuances.

 

 

Resumo: por que vale a pena buscar seus direitos

Se você opera empilhadeira movida a GLP, está potencialmente perdendo muito dinheiro:

Exemplo prático (salário R$ 2.500): 

 ✅ Adicional mensal: R$ 750
✅ Adicional anual: R$ 9.000
✅ Em 5 anos: R$ 45.000
✅ Mais valores atrasados se já trabalha há tempo

Com o Tema 087/2025: 

 ✅ Direito mais fácil de conseguir
✅ Empresas não podem mais alegar “tempo reduzido”
✅ Decisão vale para todo o Brasil
✅ Segurança jurídica para trabalhadores

A mudança é significativa: Antes era difícil conseguir, agora o TST deixou claro que tempo não importa – se você troca cilindro habitualmente, tem direito ao adicional.

 


Nossa equipe especializada pode avaliar seu caso e mostrar exatamente quanto você pode ter direito a receber. 

Fale conosco pelo WhatsApp para uma análise gratuita do seu caso. Não deixe dinheiro na mesa, você trabalhou honestamente e merece receber o que é seu por direito.

O Feltrim Correa Advogados está atualizado com as mais recentes decisões do TST e pode te ajudar a garantir seus direitos trabalhistas.

Perguntas Frequentes

Trabalho com empilhadeira elétrica também. Tenho direito?

Não. O adicional só vale para empilhadeiras movidas a GLP (gás). Empilhadeiras elétricas não geram direito ao adicional de periculosidade.

Quem troca o cilindro na minha empresa é terceirizado. E agora?

Se você ocasionalmente ajuda na troca ou faz alguma operação com os cilindros, ainda pode ter direito. Cada caso precisa ser analisado individualmente.

Há quanto tempo posso cobrar valores atrasados?

A prescrição trabalhista é de 5 anos. Ou seja, você pode cobrar adicional atrasado referente aos últimos 5 anos de trabalho.

A empresa pode me demitir se eu cobrar o adicional?

Demissão por cobrança de direitos trabalhistas pode ser considerada discriminatória, gerando direito a indenização ou reintegração.

Preciso estar trabalhando na empresa para entrar com ação?

Não. Você pode entrar com ação trabalhista mesmo depois de sair da empresa, respeitando o prazo de 2 anos após o fim do contrato.

Quanto tempo demora o processo?

Em média, processos de adicional de periculosidade demoram de 6 meses a 2 anos. Com o Tema 087, a tendência é que sejam mais rápidos por terem menos discussão.

E se a empresa contestar alegando que faço outras atividades?

O adicional de periculosidade é devido mesmo que você faça outras atividades. Basta comprovar que habitualmente opera empilhadeira e troca cilindros de GLP.

Preciso de algum certificado específico?

Não é necessário certificado específico para ter direito ao adicional. O que importa é exercer habitualmente a atividade de operação e troca de cilindros.

Julio Feltrim - Sócio-Fundador da Feltrim Correa Advogados
AUTOR

Julio Feltrim

Com 15 anos de experiência na advocacia, Julio Feltrim é fundador do escritório Feltrim Corrêa Advogados, onde atua na liderança estratégica e no desenvolvimento de soluções jurídicas inovadoras para clientes e parceiros. É Pós-Graduado em Processo Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, possui Pós-Graduação em Direito do Trabalho e Compliance Trabalhista pela Fundação Getúlio Vargas e LLM em Direito Empresarial pelo Insper. Sua trajetória também inclui participação no Founder Institute – São Paulo Winter 2022 Program, reforçando sua visão empreendedora e de inovação na prática jurídica.

Entre em contato conosco:

Nos envie seu caso para analisarmos.

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