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Demissão e Atestado: Quando a Demissão é Irregular Mesmo Com Atestado

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Demissão e Atestado: Quando a Demissão é Irregular Mesmo Com Atestado
Direito Trabalhista
  • Por: Equipe Feltrim Correa
  • Tempo de leitura: 6 minutos
  • 27/02/2026

Demissão e Atestado: Quando a Demissão é Irregular Mesmo Com Atestado

Reading Time: 6 minutes

Foi demitido depois de apresentar atestado médico? Saiba quando isso é irregular e como agir

Resumo do Artigo

Ser demitido logo após entregar um atestado médico ou retornar de um afastamento pode parecer perseguição — e, em muitos casos, realmente é ilegal. Neste artigo, você vai entender a diferença entre afastamento por atestado simples e pelo INSS, quando existe estabilidade provisória que protege você da demissão, em quais situações a dispensa é considerada irregular e quais são os seus próximos passos caso isso tenha acontecido com você. A gente explica tudo de forma clara para você saber exatamente como se proteger.


O que é estabilidade provisória e quando você tem direito a ela?

Estabilidade provisória é uma proteção que impede a empresa de te demitir sem justa causa durante determinado período. É como um escudo jurídico que garante seu emprego em momentos de vulnerabilidade.

Você tem direito à estabilidade provisória quando se afasta do trabalho por motivo de saúde e recebe auxílio-doença do INSS por mais de 15 dias consecutivos. Nesse caso, a CLT garante estabilidade de 12 meses após o retorno ao trabalho, caso o motivo do afastamento tenha sido acidente de trabalho ou doença ocupacional.

Exemplo prático: Maria trabalha em um escritório e foi diagnosticada com burnout, uma doença ocupacional. Ficou afastada por 3 meses recebendo auxílio-doença do INSS. Quando voltou, a empresa tentou demiti-la duas semanas depois. Essa demissão é ilegal — Maria tem direito a ficar empregada por mais 12 meses ou receber indenização equivalente.

A estabilidade existe justamente porque a lei entende que, após um problema de saúde causado no ambiente de trabalho, você precisa de tempo para se restabelecer completamente, sem a pressão de perder o emprego.

E se o afastamento foi curto?

Se você apresentou apenas atestados médicos de poucos dias (menos de 15 dias consecutivos) e não chegou a receber auxílio do INSS, tecnicamente não há estabilidade garantida por lei. Porém, a demissão logo após apresentar atestados pode ser considerada discriminatória ou retaliatória, mas é necessário comprovar isso na Justiça do Trabalho.

Atestado médico x Afastamento pelo INSS: qual a diferença?

Muita gente confunde, mas há diferenças importantes:

Atestado médico simples

  • Válido para afastamentos de até 15 dias
  • A empresa continua pagando seu salário normalmente
  • Você apresenta o atestado ao RH e fica em casa se recuperando
  • Não gera estabilidade automática, mas a demissão logo após pode ser questionada na Justiça

Exemplo prático: Maria teve dengue e o médico deu atestado de 10 dias. Logo que ela voltou ao trabalho, foi demitida. Como não é um caso de estabilidade provisória, em tese a demissão não é ilegal. No entanto, a demissão pode ser questionada na justiça se for comprovada que foi algum tipo de punição por apresentar atestado médico/ficar doente. 

Afastamento pelo INSS (auxílio-doença)

  • Acontece quando você precisa ficar afastado por mais de 15 dias 
  • A partir do 16º dia, quem paga é o INSS, não a empresa
  • Você precisa passar por perícia médica do INSS
  • Garante estabilidade de 12 meses após o retorno, apenas em casos de acidente do trabalho ou doença ocupacional, conforme entendimento consolidado do TST.

Exemplo prático: João sofreu um acidente de trabalho ao cair da escada enquanto arrumava o estoque da loja em que trabalhava. Ele ficou de atestado por 2 meses após a perícia, e durante esse período, recebeu o auxílio-doença do INSS. Ao retornar, ele garantiu a estabilidade de emprego por 12 meses, ou seja, pela lei ele não pode ser demitido pelo próximo ano, a menos que a demissão ocorra por justa causa.

Quando a demissão é considerada ilegal?

A demissão após atestado ou afastamento médico pode ser ilegal em várias situações:

1. Durante a estabilidade provisória

Se você recebeu auxílio-doença por mais de 15 dias e foi demitido nos 12 meses seguintes ao retorno, após afastamento por doença ocupacional ou acidente do trabalho, a demissão é nula. A empresa precisa reintegrar o trabalhador ou pagar indenização correspondente aos salários do período de estabilidade.

2. Demissão discriminatória

Mesmo sem estabilidade formal, se a empresa te demite em retaliação por ter ficado doente ou apresentado atestados, isso caracteriza discriminação. O TRT-SP já decidiu diversos casos reconhecendo que demitir alguém por motivo de saúde viola a dignidade do trabalhador.

3. Sequência suspeita

Você apresenta atestado na segunda-feira e é demitido na sexta? Essa coincidência temporal pode indicar má-fé da empresa. Os tribunais analisam o contexto: se há um histórico de atestados seguidos de demissão repentina, isso pesa contra o empregador.

4. Doenças ocupacionais

Se o afastamento foi causado por acidente de trabalho ou doença relacionada à atividade profissional, a estabilidade é de 12 meses após a alta médica, independentemente de ter recebido auxílio-doença ou não. 

Doenças ocupacionais são aquelas causadas ou agravadas pelas condições de trabalho. Para serem consideradas doenças ocupacionais, um perito deve avaliar as condições de trabalho e o laudo médico apresentado pelo trabalhador.

Exemplos: lesão por repetição, problemas na coluna, doenças mentais, doenças respiratórias e problemas auditivos.


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Próximos passos: o que fazer se você foi demitido após atestado

Se você se identificou com alguma das situações acima, não precisa aceitar calado. Veja o que fazer:

1. Reúna toda a documentação

  • Cópias dos atestados médicos apresentados
  • CAT (obrigação da empresa fazer no caso de acidente do trabalho)
  • Carta de demissão ou aviso prévio
  • Comprovante de recebimento do auxílio-doença (se houver)
  • Histórico de mensagens com a empresa (e-mails, WhatsApp)
  • CTPS (Carteira de Trabalho)
  • Termo de rescisão

Quanto mais provas você tiver da cronologia dos fatos, melhor.

2. Consulte um advogado trabalhista imediatamente

O prazo para contestar uma demissão ou cobrar direitos trabalhistas é de 2 anos após a rescisão. Mas quanto antes você agir, mais fácil fica reunir provas e construir seu caso.

Na Feltrim Correa Advogados, a gente cuida de tudo pra você: analisamos sua situação, explicamos seus direitos com total clareza e definimos a melhor estratégia.

3. Busque a reintegração ou indenização

Dependendo do caso, você pode pedir:

  • Reintegração ao emprego (voltar para a mesma função)
  • Indenização substitutiva (receber os salários do período de estabilidade)
  • Indenização por danos morais (se houve discriminação ou humilhação)
  • Diferenças de verbas rescisórias (quando a rescisão foi calculada errado)

4. Não aceite pressão ou acordos prejudiciais

Muitas empresas tentam “resolver” oferecendo um valor baixo para você assinar um acordo e desistir dos seus direitos. Antes de aceitar qualquer proposta, converse com um advogado. A gente já viu muitos trabalhadores perderem milhares de reais por aceitarem acordos ruins.

Como a Feltrim Correa Advogados te ajuda nesse processo

A gente sabe que enfrentar a empresa pode parecer intimidador. Por isso, nosso jeito de trabalhar é diferente:

✅ Clareza total: Explicamos cada etapa do processo em linguagem simples, sem juridiquês
✅ Agilidade: Analisamos seu caso rapidamente e já traçamos a estratégia
✅ Proximidade: Você fala direto com advogados especializados, sem intermediários
✅ Solução completa: Cuidamos de tudo, e te mantemos sempre informados, da petição inicial até a execução

E o melhor: você só paga se ganhar. Trabalhamos com honorários de êxito, ou seja, nossos honorários só são cobrados sobre o valor que você receber da empresa. 

Conclusão

Ser demitido após apresentar atestado ou retornar de afastamento médico não é “azar” — em muitos casos, é ilegal. A lei brasileira protege trabalhadores que enfrentam problemas de saúde, garantindo estabilidade e impedindo demissões discriminatórias.

Se você passou por isso, não aceite calado. Seus direitos existem justamente para proteger você em momentos difíceis.

👉 Fale agora com a Feltrim Correa Advogados pelo WhatsApp e descubra como podemos te ajudar a recuperar seus direitos. O atendimento é gratuito e sem compromisso.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Fui demitido 3 meses após voltar de um afastamento pelo INSS. Tenho direito à estabilidade?

Sim! Se o motivo pelo qual você ficou afastado recebendo auxílio-doença por mais de 15 dias, foi um acidente de trabalho ou doença ocupacional, você tem direito à estabilidade de 12 meses após o retorno. A demissão aos 3 meses é ilegal e você pode pedir reintegração ou indenização pelos 9 meses restantes, além de eventuais danos morais.

2. Apresentei apenas atestados de 2 ou 3 dias, mas fui demitido logo depois. Posso processar?

Mesmo sem estabilidade formal, a demissão logo após apresentar atestados pode configurar discriminação por motivo de saúde. Vale a pena consultar um advogado para analisar as circunstâncias do seu caso — especialmente se houver um padrão de atestados seguido de demissão repentina.

3. A empresa pode me demitir se eu apresentar muitos atestados médicos?

Não. Demitir alguém por apresentar atestados médicos é considerado discriminação. Se você está doente e tem atestados legítimos, a empresa não pode te punir por isso. Caso isso aconteça, você tem direito a indenização.

4. Quanto tempo tenho para entrar com processo após a demissão?

O prazo é de 2 anos a partir da data da rescisão do contrato. Mas quanto antes você procurar ajuda jurídica, melhor — fica mais fácil reunir provas e as chances de sucesso aumentam.

5. Como funciona o atendimento inicial pelo WhatsApp?

É super simples: você manda uma mensagem explicando sua situação, a gente faz uma análise inicial gratuita, tira suas dúvidas e, se você quiser seguir em frente, explica todo o processo e os próximos passos. Sem burocracia, sem enrolação.

6. Por que escolher a Feltrim Correa Advogados?

Acreditamos que todo trabalhador merece clareza, respeito e resultados. Nosso time é especializado em direito trabalhista, com profissionais com mais de 15 anos de experiência. A gente fala sua língua (nada de juridiquês!), responde rápido, acompanha cada etapa do processo e só recebe quando você receber. É a combinação de expertise técnica com atendimento humanizado.

7. Quanto custa entrar com um processo com a Feltrim Correa?

Trabalhamos com honorários de êxito: você só paga se ganhar o processo. Nossos honorários são um percentual sobre o valor que você receber da empresa. Não cobramos nada antecipado, então você não tem risco financeiro. E explicamos tudo isso com total transparência antes de você decidir.

Julio Feltrim - Sócio-Fundador da Feltrim Correa Advogados
AUTOR

Julio Feltrim

Com 15 anos de experiência na advocacia, Julio Feltrim é fundador do escritório Feltrim Corrêa Advogados, onde atua na liderança estratégica e no desenvolvimento de soluções jurídicas inovadoras para clientes e parceiros. É Pós-Graduado em Processo Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, possui Pós-Graduação em Direito do Trabalho e Compliance Trabalhista pela Fundação Getúlio Vargas e LLM em Direito Empresarial pelo Insper. Sua trajetória também inclui participação no Founder Institute – São Paulo Winter 2022 Program, reforçando sua visão empreendedora e de inovação na prática jurídica.

Entre em contato conosco:

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