Sofreu um acidente no trabalho ou no caminho pra empresa? Entenda o que é considerado acidente de trabalho e quais são os seus direitos.
Resumo do Artigo
Você sabe o que a lei considera como acidente de trabalho? Muita gente pensa que só vale quando algo acontece dentro da empresa, mas a proteção vai muito além disso. Neste artigo, a gente explica de forma simples o que é acidente de trabalho, quais situações são cobertas pela lei, o que você tem direito a receber e como a Feltrim Correa Advogados pode te ajudar a garantir tudo isso sem complicação.
O Que é Acidente de Trabalho, de Verdade?
De forma simples: acidente de trabalho é qualquer evento que acontece por causa do trabalho — ou relacionado a ele — e que cause lesão física, doença ou até a morte do trabalhador.
A definição oficial está no Art. 19 da Lei nº 8.213/1991, que diz que acidente de trabalho é aquele que ocorre “pelo exercício do trabalho a serviço da empresa”, provocando lesão corporal, perturbação funcional ou doença que cause morte, perda ou redução da capacidade de trabalho.
Mas atenção: a lei vai além do que acontece dentro da fábrica ou do escritório.
Quais Situações São Consideradas Acidente de Trabalho?
1. Acidente típico
É o mais conhecido. Acontece de repente, no ambiente de trabalho.
Exemplo prático: o Carlos, operador de máquinas em uma metalúrgica, sofreu um corte profundo na mão durante o expediente. Isso é acidente de trabalho.
2. Doença ocupacional
Nem todo acidente é uma queda ou um corte. Existem doenças causadas pelo próprio trabalho — chamadas de doenças profissionais ou do trabalho — que também são reconhecidas como acidente de trabalho pela lei.
Exemplo prático: Maria, que trabalha digitando por horas todos os dias, desenvolve LER (Lesão por Esforço Repetitivo). Isso é doença ocupacional, e ela tem direitos garantidos por isso.
A lista de doenças ocupacionais é extensa, e pode ser encontrada no site do Ministério da Saúde.
3. Acidente de trajeto
Aqui tem uma surpresa pra muita gente: o acidente que acontece no caminho de casa pro trabalho, ou do trabalho pra casa, também é acidente de trabalho.
Então, se o João sofreu um atropelamento quando estava indo pra empresa de ônibus, ele tem direito à cobertura como acidente de trabalho.
4. Acidente por equipamento ou ambiente inadequado
Se a empresa não fornece EPI (equipamento de proteção individual) ou mantém o ambiente de trabalho em condições perigosas, e isso resulta em um acidente, a responsabilidade recai sobre o empregador. A CLT, no Art. 157, obriga as empresas a adotar medidas de segurança no trabalho.
O Que a Empresa É Obrigada a Fazer Depois de um Acidente de Trabalho?
Muita gente não sabe, mas a empresa também tem obrigações legais quando um acidente acontece — e o descumprimento delas pode ser usado a seu favor numa ação trabalhista.
1. Emitir o CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho)
Essa é a principal obrigação. O CAT é o documento que formaliza o acidente junto ao INSS e abre o caminho para que você acesse os seus benefícios. A empresa tem até o 1º dia útil após o acidente para emitir o CAT — ou imediatamente em caso de morte, conforme determina o Art. 22 da Lei 8.213/1991.
Se a empresa se recusar a emitir o CAT, você mesmo pode registrar — assim como o seu médico, o sindicato da sua categoria ou qualquer autoridade pública. Não deixe isso de lado: sem o CAT, fica muito mais difícil acessar o auxílio-doença acidentário e comprovar o vínculo do acidente com o trabalho.
2. Garantir atendimento médico imediato
A empresa é responsável por providenciar socorro imediato ao trabalhador acidentado. Isso inclui acionar o SAMU, encaminhar para o pronto-socorro ou para o médico do trabalho — o que for necessário para garantir o atendimento adequado o quanto antes.
3. Investigar o acidente e adotar medidas preventivas
Não basta registrar o acidente: a empresa tem obrigação de investigar o que aconteceu e tomar providências para evitar que se repita. Isso está relacionado ao dever de zelar pela saúde e segurança dos trabalhadores, previsto nos Arts. 154 a 159 da CLT e regulamentado pelas Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho.
Empresas que ignoram essa obrigação ficam expostas a autuações da fiscalização trabalhista e, principalmente, a ações judiciais por parte dos trabalhadores prejudicados.
4. Manter o pagamento do salário nos primeiros 15 dias
Nos primeiros 15 dias de afastamento, é a empresa quem paga o salário do trabalhador normalmente. A partir do 16º dia, o INSS assume com o auxílio-doença acidentário. Durante todo o período de afastamento, o depósito do FGTS também continua sendo obrigatório.
E se a empresa não cumprir essas obrigações?
Infelizmente, não é raro que empresas tentem minimizar o acidente, demorem para emitir o CAT ou pressionem o trabalhador a não registrar o ocorrido. Se isso acontecer com você, é sinal de que você precisa de orientação jurídica o quanto antes. Essa conduta pode ser considerada uma agravante na ação trabalhista — e a Feltrim Correa sabe exatamente como usar isso a seu favor.
Quais São os Seus Direitos Depois de um Acidente de Trabalho?
Quando um acidente de trabalho é reconhecido, o trabalhador tem direito a:
Estabilidade no emprego — você não pode ser demitido por pelo menos 12 meses após o retorno ao trabalho, conforme o Art. 118 da Lei 8.213/1991.
Auxílio-doença acidentário (B91) — pago pelo INSS a partir do 16º dia de afastamento, com alíquota diferenciada.
Indenização por danos — se a empresa teve culpa no acidente (por não fornecer EPI, por exemplo), você pode entrar com ação trabalhista pedindo indenização por danos morais e materiais. O TST tem diversas decisões favoráveis a trabalhadores nesses casos.
FGTS durante o afastamento — o empregador continua sendo obrigado a depositar o FGTS enquanto você estiver afastado por acidente de trabalho.
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Como a Feltrim Correa Ajuda Quem Sofreu Acidente de Trabalho
A gente sabe que depois de um acidente, a última coisa que você quer é encarar burocracia e papelada sem entender nada. É por isso que a Feltrim Correa Advogados trabalha com clareza, agilidade e proximidade do início ao fim.
Nossa equipe avalia o seu caso com cuidado, explica tudo em linguagem simples e cuida de cada etapa do processo pra você. Desde a análise dos documentos médicos e do CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho — o documento que formaliza o acidente junto ao INSS) até o acompanhamento da ação trabalhista, se for necessário.
O TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) tem jurisprudência consolidada em favor de trabalhadores que sofrem acidentes por falha da empresa na adoção de medidas de segurança. Com o time certo do seu lado, suas chances de ter os direitos reconhecidos aumentam muito.
Conclusão
Se você sofreu um acidente no trabalho — seja dentro da empresa, no trajeto ou por causa de uma doença ligada à sua função — você tem direitos que precisam ser respeitados. E a Feltrim Correa está aqui pra garantir que eles sejam.
Não deixa pra depois. Quanto antes você busca orientação, maiores são as chances de preservar as provas e garantir o que é seu por lei.
💬 Fale agora com a gente pelo WhatsApp e tire todas as suas dúvidas. O primeiro contato é gratuito e sem compromisso.

FAQ — Perguntas Frequentes
Sim. O acidente que acontece no percurso de casa para o trabalho, ou do trabalho para casa, é chamado de acidente de trajeto é reconhecido como acidente de trabalho pela Lei 8.213/1991. Isso vale para qualquer meio de transporte — seja carro, ônibus, moto ou a pé. Nesses casos, você tem direito à estabilidade no emprego, auxílio-doença acidentário pelo INSS e, dependendo das circunstâncias, à indenização. Se você passou por isso, entre em contato com a Feltrim Correa Advogados para uma avaliação gratuita do seu caso.
Sim. As chamadas doenças ocupacionais ou profissionais — como LER, DORT, perda auditiva por ruído excessivo (PAIR), entre outras — são equiparadas ao acidente de trabalho pela lei brasileira. Isso significa que você tem os mesmos direitos de quem sofreu um acidente físico: estabilidade, benefício do INSS e possibilidade de indenização. O importante é ter o diagnóstico médico e, se possível, o vínculo da doença com as condições do seu trabalho documentado. Nossa equipe pode te ajudar a reunir essas provas.
Primeiros passos importantes: busque atendimento médico imediatamente e guarde todos os documentos — laudos, receitas, atestados. Avise a empresa o quanto antes para que ela emita o CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), documento obrigatório que formaliza o acidente junto ao INSS. Se a empresa se recusar a emitir o CAT, o próprio trabalhador, o sindicato ou o médico podem fazer isso. Depois, procure um advogado para entender se há direito a indenização. Quanto antes você agir, melhor para proteger suas provas e seus direitos.
Não durante o período de estabilidade. A lei garante que o trabalhador não pode ser dispensado sem justa causa por pelo menos 12 meses após o retorno ao trabalho, após afastamento por acidente de trabalho. Essa proteção está no Art. 118 da Lei 8.213/1991 e é amplamente reconhecida pelo TST. Se a empresa te demitiu nesse período, você tem direito a ser reintegrado ao cargo ou a receber indenização equivalente ao período de estabilidade. Esse é um dos casos que a Feltrim Correa cuida com agilidade e eficiência.
A Feltrim Correa nasceu pra ser diferente: sem juridiquês, sem enrolação, sem deixar o cliente no escuro. A gente acredita que todo trabalhador merece entender o próprio caso e ter um time que realmente luta por ele. Atuamos com foco em direito do trabalho, unindo experiência técnica, agilidade nos processos e um atendimento próximo e humano. Do primeiro contato até o encerramento do caso, você tem suporte completo. Nosso objetivo é simples: resolver o seu problema da forma mais rápida, clara e justa possível — com você sendo tratado como prioridade, não como mais um número.
É simples e sem burocracia. Você manda uma mensagem pelo WhatsApp, conta um pouco sobre a sua situação e respondemos pra entender melhor o seu caso. A partir daí, a gente avalia se há base para uma ação, explica quais são os seus direitos e como podemos te ajudar. Tudo em linguagem clara, sem termos difíceis. Se decidir seguir com a gente, combinamos os próximos passos juntos. É rápido, acessível e feito do jeito que você merece ser atendido.
Trabalhamos com honorários de êxito, ou seja, você só paga se ganhar a causa. Não há custo inicial para consulta ou para a abertura do processo. Isso significa que qualquer trabalhador, independentemente da situação financeira, pode buscar seus direitos sem medo de arcar com custos antecipados. Na conversa inicial pelo WhatsApp, a gente já esclarece como funciona a remuneração no seu caso específico, de forma transparente e sem surpresas. Acreditamos que acesso à justiça não deve ser privilégio de poucos.

