Feltrim Correa Advogados

A empresa não concordou com o cálculo da rescisão: e agora?

 Entenda o que fazer quando a empresa discorda dos valores da sua rescisão — e como garantir que você receba tudo o que é seu por direito.


Resumo do Artigo

Quando a empresa e o trabalhador não chegam a um acordo sobre os valores da rescisão, a situação pode parecer um beco sem saída. Mas não é. Neste artigo, a gente explica o que fazer passo a passo: desde tentar uma negociação direta até reunir as provas certas e buscar a Justiça do Trabalho. Você vai entender seus direitos de forma simples e sair daqui sabendo exatamente qual é o próximo passo.


O que acontece quando a empresa discorda da rescisão?

Você foi demitido (ou pediu demissão), recebeu o extrato da rescisão — e aí bateu aquela sensação de que os números não fecham. Faltou hora extra, não computaram o aviso prévio corretamente, ou o FGTS ficou no cálculo errado. Você questiona a empresa, e ela simplesmente diz: “O cálculo está certo.”

Esse impasse é mais comum do que parece. E a boa notícia é que existem caminhos claros para resolver isso.

Primeiro passo: tente a negociação direta

Antes de qualquer coisa, vale tentar conversar. Parece óbvio, mas muita gente pula essa etapa — e ela pode economizar tempo e dinheiro.

Procure o RH ou o departamento pessoal da empresa e peça, por escrito, a memória de cálculo da rescisão. Ou seja: peça que expliquem como chegaram àquele valor. Você tem direito a isso.

Se a empresa concordar em revisar e o valor correto for pago, ótimo. Mas se a resposta for um “não” ou um silêncio, é hora de partir para o próximo passo.

Dica prática: Faça tudo por e-mail ou WhatsApp. Mensagem de texto tem valor como prova, e você vai precisar dela mais à frente.

Segundo passo: reúna as suas provas

Aqui mora um erro muito comum: as pessoas acham que, sem documentos formais, não têm como provar nada. Não é verdade.

A CLT reconhece diferentes tipos de prova. E o TST tem entendimentos consolidados de que o ônus da prova pode ser invertido — ou seja, em muitos casos, é a empresa que precisa comprovar que pagou certo, e não você que precisa provar que recebeu errado.

O que juntar:

  • Contracheques dos últimos meses
  • Comprovantes de pagamento (transferências, depósitos)
  • Cartão de ponto ou registros de jornada (prints, e-mails, relatórios)
  • Conversas por WhatsApp ou e-mail com gestores
  • Termo de rescisão que você assinou (TRCT)
  • Extrato do FGTS (disponível no site da Caixa Econômica Federal)

Quanto mais documentação, mais forte fica a sua posição.

Terceiro passo: calcule o que você tem direito

Antes de entrar com qualquer ação, é fundamental saber exatamente qual valor está sendo discutido. Rescisões envolvem várias verbas: saldo de salário, aviso prévio, 13º proporcional, férias + 1/3, multa de 40% do FGTS (nos casos de demissão sem justa causa) e outros direitos que variam conforme o seu contrato.

Usar uma calculadora de rescisão confiável ajuda a visualizar esse cenário e identificar onde estão as divergências.


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Quarto passo: busque a Justiça do Trabalho

Se a negociação não funcionou e você tem provas de que os valores estão errados, o caminho é entrar com uma reclamação trabalhista na Justiça do Trabalho.

O processo começa com uma audiência chamada de conciliação — onde uma tentativa formal de acordo é feita perante um juiz. O TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) é o órgão responsável por essas causas em São Paulo e região.

Se o acordo não for fechado nessa fase, o processo segue para julgamento. E em muitos casos, quando as provas são consistentes, a decisão favorece o trabalhador.

Prazo importante: Você tem até 2 anos após o fim do contrato para entrar com a ação trabalhista (CLT, art. 11). Não deixe o tempo passar.

Como a Feltrim Correa Advogados cuida disso pra você

Na Feltrim Correa Advogados, a gente sabe que lidar com questões trabalhistas depois de uma demissão já é emocionalmente pesado — sem contar a burocracia. Por isso, o nosso atendimento é direto ao ponto:

  • Análise do seu caso: você manda os documentos, a gente avalia e já te diz se há fundamento para buscar seus direitos.
  • Acompanhamento completo: da primeira conversa até o encerramento do processo.
  • Atendimento pelo WhatsApp: sem precisar sair de casa para dar o primeiro passo.

Conclusão

Empresa discordando da rescisão não significa que você tem que aceitar. Significa que você precisa agir — e agir com informação.

Negocie, reúna provas, calcule seus direitos e, se necessário, leve o caso à Justiça. A lei trabalhista existe para te proteger, e a gente existe para garantir que ela seja aplicada do seu lado.

Não deixe o prazo passar nem os seus direitos ficarem para trás.

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FAQ — Perguntas Frequentes