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STF suspende processos sobre pejotização: o que muda para trabalhadores contratados como PJ?

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STF suspende processos sobre pejotização: o que muda para trabalhadores contratados como PJ?
Direito Trabalhista
  • Por: Equipe Feltrim Correa
  • Tempo de leitura: 3 minutos
  • 23/04/2025

STF suspende processos sobre pejotização: o que muda para trabalhadores contratados como PJ?

Reading Time: 3 minutes

STF suspende processos sobre pejotização. O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu temporariamente todos os processos trabalhistas que discutem a pejotização — prática na qual empresas contratam pessoas físicas por meio de pessoas jurídicas, mesmo quando estão presentes elementos que caracterizam uma relação de emprego.

Essa decisão impacta milhares de ações em andamento na Justiça do Trabalho em todo o país. Para quem atua como PJ ou cogita buscar o reconhecimento de vínculo empregatício, a decisão levanta dúvidas importantes.

Neste artigo, explicamos o que foi decidido, o que será analisado pelo STF, como isso afeta quem trabalha como PJ e quais os próximos passos.

📑 Sumário

  • O que é pejotização?
  • O que decidiu o STF?
  • Por que os processos foram suspensos?
  • O que será analisado no Tema 1389?
  • O que muda na prática?
  • E quem trabalha como PJ?
  • Reações e preocupações
  • Conclusão

O que é pejotização?

A pejotização ocorre quando um trabalhador é contratado por meio de uma pessoa jurídica, mesmo que, na prática, haja uma relação de emprego, com subordinação, pessoalidade, habitualidade e onerosidade — os quatro elementos que caracterizam o vínculo empregatício segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Em geral, essa prática é utilizada por empresas para reduzir encargos trabalhistas, como FGTS, férias, 13º salário e INSS. Porém, quando configurado que o vínculo era disfarçado, o trabalhador pode recorrer à Justiça do Trabalho para buscar seus direitos.

O que decidiu o STF?

Em 3 de abril de 2024, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a suspensão nacional de todos os processos trabalhistas que discutam o reconhecimento de vínculo de emprego em contratos com PJ.

A decisão foi tomada no âmbito do Recurso Extraordinário 1297633, com repercussão geral reconhecida (Tema 1389), e será válida até que o Plenário do STF julgue o mérito da questão.

Por que os processos foram suspensos?

STF suspende processos sobre pejotização, o STF entendeu que a suspensão é necessária para uniformizar o entendimento jurídico sobre a legalidade das contratações por PJ, especialmente em situações onde há indícios de vínculo de emprego. A medida busca evitar decisões conflitantes nas instâncias inferiores enquanto o Supremo analisa o caso de forma definitiva.

A decisão também impede que novas ações sobre o tema sejam julgadas até o pronunciamento final da Corte.

O que será analisado no Tema 1389?

O STF pretende responder a três principais questões nesse julgamento:

  1. É constitucional contratar por PJ mesmo quando a prestação de serviços apresenta características de vínculo empregatício?
    O Tribunal analisará se esse tipo de contratação fere princípios da legislação trabalhista e da Constituição.
  2. A Justiça do Trabalho tem competência para julgar esse tipo de conflito?
    O Supremo deve definir se a natureza da relação contratual permite que esses casos sejam julgados pela Justiça do Trabalho ou se seriam de competência da Justiça comum.
  3. Quem deve comprovar a existência (ou ausência) de vínculo empregatício?
    Será definido se cabe ao trabalhador provar que havia relação de emprego disfarçada ou à empresa demonstrar que a relação era legítima.

O que muda na prática?

Com a suspensão determinada:

  • Nenhum processo relacionado à pejotização poderá prosseguir, independentemente da fase em que se encontra (audiência, sentença, recurso, etc.);
  • Ações novas que tratem do mesmo assunto também ficarão paradas;
  • Não haverá decisões sobre o mérito até que o STF julgue o Recurso Extraordinário 1445166.

Importante destacar: a suspensão não anula as ações já ajuizadas, apenas as congela temporariamente.

 E quem trabalha como PJ?

Se você atua como pessoa jurídica, mas cumpre horários, segue ordens diretas e tem exclusividade com um único contratante, pode haver indícios de vínculo empregatício.

Neste momento, é recomendado:

  • Acompanhar as atualizações do julgamento no STF;
  • Organizar documentos e provas da sua rotina de trabalho, como e-mails, mensagens, folhas de ponto, metas, relatórios, etc.;
  • Buscar orientação jurídica especializada, pois cada caso pode ter particularidades que merecem atenção.

Reações e preocupações

A decisão gerou críticas de entidades ligadas ao direito do trabalho. A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) manifestaram preocupação com o impacto da suspensão, especialmente por restringir o acesso à Justiça para trabalhadores que contestam contratações por PJ.

Essas entidades destacam que a pejotização, quando usada de forma irregular, pode representar uma forma de precarização das relações de trabalho, retirando garantias previstas na legislação.

Conclusão

A decisão do STF representa um marco importante na discussão sobre as novas formas de contratação no Brasil. Enquanto o julgamento não é concluído, é fundamental que trabalhadores estejam bem informados e preparados.

A Feltrim Corrêa seguirá acompanhando de perto o andamento do julgamento e publicará atualizações sempre que houver novidades relevantes.

📩 Se você tem dúvidas sobre sua relação de trabalho ou quer entender se pode ter direito ao reconhecimento de vínculo, entre em contato com nossa equipe.

Fontes oficiais e referências:

  • Supremo Tribunal Federal – Repercussão Geral Tema 1389
  • BBC Brasil – STF suspende processos sobre pejotização
  • Conjur – Supremo suspende processos sobre vínculo de emprego de PJ
  • Migalhas – Gilmar Mendes suspende ações sobre pejotização

PJ STF suspende processos sobre pejotização Supremo Tribunal Federal
Julio Feltrim - Sócio-Fundador da Feltrim Correa Advogados
AUTOR

Julio Feltrim

Com 15 anos de experiência na advocacia, Julio Feltrim é fundador do escritório Feltrim Corrêa Advogados, onde atua na liderança estratégica e no desenvolvimento de soluções jurídicas inovadoras para clientes e parceiros. É Pós-Graduado em Processo Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, possui Pós-Graduação em Direito do Trabalho e Compliance Trabalhista pela Fundação Getúlio Vargas e LLM em Direito Empresarial pelo Insper. Sua trajetória também inclui participação no Founder Institute – São Paulo Winter 2022 Program, reforçando sua visão empreendedora e de inovação na prática jurídica.

Entre em contato conosco:

Nos envie seu caso para analisarmos.

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