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Segurança e vigilante: conheça todos os seus direitos trabalhistas

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Segurança e vigilante: conheça todos os seus direitos trabalhistas
Direito Trabalhista
  • Por: Equipe Feltrim Correa
  • Tempo de leitura: 6 minutos
  • 20/03/2026

Segurança e vigilante: conheça todos os seus direitos trabalhistas

Reading Time: 6 minutes

Você trabalha protegendo pessoas e patrimônios, mas quem protege os seus direitos? A gente explica tudo de forma simples.


Resumo do Artigo

Trabalhar como segurança ou vigilante exige dedicação, responsabilidade e, muitas vezes, riscos reais. Mas você sabia que essa categoria tem direitos específicos garantidos por lei — além de todos os direitos da CLT? Neste artigo, a gente explica quais são esses direitos, o que acontece quando a empresa não cumpre, e como a Feltrim Correa Advogados pode te ajudar a garantir tudo aquilo que é seu por lei.


Você sabia que vigilantes têm direitos extras?

Muita gente que trabalha como segurança ou vigilante não sabe — mas essa categoria profissional é regulada não só pela CLT, mas também pela Lei nº 7.102/1983, que trata especificamente da segurança privada no Brasil. Isso significa que, além dos direitos trabalhistas comuns a todos os empregados, o vigilante tem proteções e garantias adicionais.

E tem mais: a maioria dos vigilantes é contratada por empresas que seguem uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) específica da categoria — o que pode garantir pisos salariais, adicionais e benefícios acima do mínimo legal.

Entender esses direitos é o primeiro passo para não deixar nada na mesa.

Direitos garantidos pela CLT para todo trabalhador

Antes de falar sobre os direitos específicos, vale lembrar o básico — porque mesmo esses são frequentemente descumpridos:

  • Salário em dia, com holerite detalhado
  • 13º salário proporcional ou integral
  • Férias de 30 dias + 1/3 constitucional
  • FGTS de 8% sobre o salário mensalmente depositado
  • Aviso prévio em caso de demissão
  • Horas extras com adicional de, no mínimo, 50% (e 100% aos domingos e feriados, conforme o art. 7º, XVI da Constituição Federal)
  • Adicional noturno de 20% para quem trabalha entre 22h e 5h (art. 73 da CLT)
  • Descanso Semanal Remunerado (DSR)
  • Vale-transporte (se aplicável)

Parece básico, mas na prática muitos vigilantes encontram horas extras não pagas, adicional noturno ignorado e FGTS descontado mas nunca depositado. Essas situações são mais comuns do que parecem — e todas podem ser cobradas na Justiça do Trabalho.

Direitos específicos de quem trabalha como segurança ou vigilante

1. Adicional de periculosidade

Este é um dos direitos mais importantes — e mais ignorados — da categoria. O vigilante que trabalha exposto a situações de risco tem direito ao adicional de periculosidade de 30% sobre o salário base, conforme o art. 193 da CLT e a NR-16 do Ministério do Trabalho.

Isso se aplica especialmente a vigilantes que:

  • Trabalham portando arma de fogo
  • Atuam em locais com inflamáveis ou explosivos
  • Estão em postos de risco à integridade física

Exemplo prático: João trabalha como vigilante armado em um banco há 3 anos. A empresa nunca pagou o adicional de periculosidade. Calculando os 30% sobre o salário base nos últimos 5 anos, João pode ter direito a uma quantia significativa de verbas retroativas — com juros e correção monetária.

Se você está nessa situação, vale muito a pena verificar.

2. Jornada de trabalho e intervalos

Vigilantes frequentemente trabalham em turnos longos — 12 horas de trabalho por 36 de descanso, o famoso regime 12×36. Esse regime é permitido por lei desde que esteja previsto em convenção coletiva ou acordo individual escrito, conforme entendimento consolidado do TST.

Nesse modelo:

  • As horas trabalhadas além da jornada normal devem ser compensadas ou pagas
  • O intervalo de almoço (mínimo de 1 hora para jornadas acima de 6h, conforme art. 71 da CLT) deve ser respeitado
  • Se o intervalo não for concedido, a empresa deve pagar como hora extra esse período

Um ponto importante: o TRT da 2ª Região (São Paulo) tem diversas decisões reconhecendo o direito de vigilantes ao pagamento de intervalos suprimidos e horas extras não compensadas. Ou seja, a Justiça está do lado de quem trabalha.

3. Uniforme, equipamentos e armamento

A empresa é responsável por fornecer gratuitamente todo o equipamento necessário para o trabalho — uniforme, colete, rádio comunicador e, quando necessário, arma e munição. Qualquer desconto no salário por esses itens é ilegal.

Além disso, caso o trabalhador sofra algum dano por uso de equipamento defeituoso ou por falta de equipamento de proteção adequado, a empresa pode ser responsabilizada.

4. Treinamento e reciclagem obrigatórios

A Lei 7.102/1983 exige que os vigilantes passem por cursos de formação e reciclagens periódicas. Todo esse treinamento deve ser custeado pela empresa — e o tempo de treinamento é considerado hora trabalhada.

Se você foi obrigado a fazer curso fora do horário de trabalho e sem pagamento, isso pode ser cobrado judicialmente.

5. Estabilidade e situações especiais

Assim como qualquer trabalhador, o vigilante tem direito a:

  • Estabilidade durante a gestação (para trabalhadoras)
  • Estabilidade após acidente de trabalho (por 12 meses, conforme art. 118 da Lei 8.213/1991)
  • Seguro-desemprego em caso de demissão sem justa causa

O que fazer quando a empresa não cumpre esses direitos?

Muita gente fica com medo de cobrar — com receio de demissão ou de “criar problema”. Mas é importante saber: você tem até 2 anos após o fim do contrato para entrar com uma reclamação trabalhista, podendo cobrar os últimos 5 anos de trabalho.

E a Justiça do Trabalho é, em geral, acessível e gratuita para o trabalhador.


Quer saber quanto você pode ter a receber?

Se você tem dúvidas sobre horas extras não pagas, adicional de periculosidade ou qualquer outra verba, a Feltrim Correa tem uma ferramenta para te ajudar a estimar o valor do seu processo.

Acesse agora a Calculadora de Processo Trabalhista e faça uma simulação gratuita.


Como a Feltrim Correa Advogados cuida do seu caso

Na Feltrim Correa, a gente entende que você trabalha duro — muitas vezes em turnos noturnos, feriados e situações de risco — e merece receber tudo aquilo que a lei garante.

O nosso atendimento é rápido, transparente e sem burocracia. Você explica sua situação pelo WhatsApp, a gente analisa os documentos e te diz com clareza se você tem direito a alguma coisa e quanto pode receber. Sem enrolação.

A nossa missão é simples: fazer com que você não saia do trabalho com menos do que merece.

Conclusão

Trabalhar como segurança ou vigilante é uma profissão que exige muito — e a lei reconhece isso com direitos específicos para a categoria. Adicional de periculosidade, jornada bem definida, equipamentos fornecidos pela empresa e muito mais: tudo isso é seu por direito.

Se você sente que a empresa não está cumprindo o que deve, não deixe passar. Muitas vezes, o valor que você tem a receber é maior do que imagina.

💬 Fale com a gente agora pelo WhatsApp e descubra quanto você pode ter a receber. 


FAQ — Perguntas Frequentes

1. Vigilante tem direito a adicional de periculosidade?

Sim! O vigilante que trabalha portando arma de fogo ou em situações de risco tem direito ao adicional de periculosidade de 30% sobre o salário base, conforme o art. 193 da CLT. Esse é um dos direitos mais frequentemente descumpridos na categoria — e um dos mais fáceis de comprovar. Se você nunca recebeu esse adicional, pode cobrar retroativamente os últimos 5 anos.

2. Posso ser demitido por reclamar meus direitos trabalhistas?

 Não existe impedimento legal para que a empresa te demita, mas qualquer demissão após uma reclamação trabalhista pode ser considerada retaliação — e isso pesa contra a empresa na Justiça. Além disso, você tem direito a entrar com o processo mesmo após ser demitido, e o prazo é de até 2 anos depois do fim do contrato.

3. O regime 12x36 é legal para vigilantes?

Sim, desde que esteja previsto em convenção coletiva ou acordo individual escrito, conforme entendimento do TST. Mas atenção: mesmo nesse regime, os intervalos devem ser respeitados e as horas extras corretamente compensadas ou pagas. Qualquer descumprimento pode ser cobrado judicialmente.

4. Vigilante que trabalha à noite tem direito a adicional noturno?

 Sim. Todo trabalhador que exerce atividades entre 22h e 5h tem direito ao adicional noturno de 20% sobre o salário-hora, conforme o art. 73 da CLT. Esse direito se acumula com o adicional de periculosidade, quando aplicável.

5. Por que escolher a Feltrim Correa Advogados?

A Feltrim Correa é especializada em direito trabalhista e se destaca pela clareza, agilidade e proximidade com o cliente. A gente explica tudo sem juridiquês, analisa o seu caso de forma honesta e trabalha para que você receba o máximo que a lei garante. Nosso atendimento é pensado para o trabalhador: sem burocracia, sem enrolação e com foco em resolver.

6. Como funciona o atendimento inicial pelo WhatsApp?

É simples: você manda uma mensagem pelo WhatsApp, explica brevemente sua situação e um advogado da equipe entra em contato. A gente analisa o seu caso, pede os documentos necessários e te dá um retorno claro sobre seus direitos e as possibilidades de ação. Tudo de forma rápida, sem compromisso e sem custo inicial.

7. Quanto custa entrar com um processo com a Feltrim Correa?

A Feltrim Correa Advogados atua com honorários de êxito — ou seja, você só paga se ganhar. Do atendimento inicial até a sentença final, todo o processo é gratuito.

Julio Feltrim - Sócio-Fundador da Feltrim Correa Advogados
AUTOR

Julio Feltrim

Com 15 anos de experiência na advocacia, Julio Feltrim é fundador do escritório Feltrim Corrêa Advogados, onde atua na liderança estratégica e no desenvolvimento de soluções jurídicas inovadoras para clientes e parceiros. É Pós-Graduado em Processo Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, possui Pós-Graduação em Direito do Trabalho e Compliance Trabalhista pela Fundação Getúlio Vargas e LLM em Direito Empresarial pelo Insper. Sua trajetória também inclui participação no Founder Institute – São Paulo Winter 2022 Program, reforçando sua visão empreendedora e de inovação na prática jurídica.

Entre em contato conosco:

Nos envie seu caso para analisarmos.

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